Em 1974, Candace Pert obteve um Ph.D. em farmacologia pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins , descobriu sob o microscópio é que os sentimentos são na realidade elementos químicos que podem ajudar ou machucar você. Os neuropeptídeos são mensageiros biológicos que o cérebro libera e envia pelo corpo todo, acolhidos por receptores localizados nas células de todos os tecidos, órgãos.

Isto significa que o seu eu físico registra constantemente cada palavra em que você acredita ou que pronuncia.

Imagine como o sistema imunológico tem que se defender ante o ataque constante a que se vê acometido. Se lhe parece que as bactérias, as enfermidades gerais e doenças malignas são os verdadeiros perigos, você se surpreenderá quando souber que pesquisas médicas e científicas concluíram que o inimigo mais temido pelo organismo não são os micróbios, mas os pensamentos e as palavras de cada dia.

Desde o sistema nervoso, passando por tantas atividades que é impossível de quantificar ou imaginar o cérebro é quem manda e está constantemente criando, automatizando, regulando, equilibrando e mantendo todo o organismo em equilíbrio a cada momento do dia.

Já é conhecido que quando se tem um pensamento o cérebro produz substâncias que abrem o que se poderia chamar de janela para a atuação de sentimentos.

Neuropeptídeos são substâncias químicas produzidas e liberadas pelas células cerebrais. Pesquisas indicam que esses neuropeptídeos podem fornecer a chave para um entendimento da química da emoção do corpo.

Wilhelm Reich já estudava essas relações através da Bioenergetica,  uma técnica corporal desenvolvida por ele e pelo psicanalista Alexander Lowen, a partir dos estudos de Wilhelm Reich. Ela tem uma função terapêutica imprescindível para o homem moderno, pois, através do corpo, conecta, novamente, o indivíduo com suas emoções. Reich constatou que, usualmente, reprimimos as nossas emoções, criando tensões na musculatura do corpo, o que demanda uma quantidade enorme de energia do nosso próprio sistema vital. Pouco a pouco, essas tensões bloqueiam funções emocionais essenciais como amor, poder, sexualidade, alegria, prazer e relaxamento.

Pesquisas também demonstraram que drogas opiatas como a morfina e a heroína se agregam às células ou ‘sites receptores’ no cérebro. Essa descoberta, juntamente com a descoberta de que o corpo produz suas próprias substâncias químicas do tipo opiato que se agregam aos mesmos sites receptores, abriu toda uma nova abordagem à investigação do papel da química cerebral e das emoções humanas.

Os neuropeptídeos flutuam através de, praticamente, todos os fluidos do corpo e são atraídos apenas a receptores específicos. Isto estabelece um sistema de informações no qual os neuropeptídeos ‘falam’ e os receptores ‘ouvem’.

Quando for possível documentar o papel que as emoções, expressas através das moléculas de neuropeptídeos, desempenham em afetar o corpo, se tornará claro que as emoções podem ser a chave do entendimento das doenças.

Baseada em descobertas sobre a ação dos neuropeptídeos sobre o corpo humano pode-se concluir que a ação deles e seus receptores formam uma rede de informações dentro do corpo; suas implicações são de longo alcance.

Os neuropeptídeos podem ser a chave para entender como a mente e o corpo estão interconectados e como as emoções podem ser manifestadas em todo corpo. A farmacologia é um campo da psicologia onde pesquisadores desenvolveram formas de medir os efeitos das drogas e estados alterados da consciência no corpo humano. A pesquisa nesse campo evoluiu a partir da suposição de que nenhuma droga age se não ficar de alguma forma agregada ao cérebro.

A que isto nos leva? À noção de que os receptores dos neuropeptídeos são de fato a chave à bioquímica da emoção. E de onde vêm os neuropeptídeos? Muitos são análogos naturais de drogas psicoativas. Uma fonte muito inesperada são os hormônios. Historicamente os hormônios foram concebidos como sendo produzidos pelas glândulas, ou seja, não por células nervosas. Por exemplo, o hormônio insulina, que é secretado no pâncreas, atualmente descobriu-se que a insulina não é apenas um hormônio. De fato, a insulina é um neuropeptídeo, produzido e armazenado no cérebro, e há receptores de insulina no cérebro
Além disso, já era sabido que as células do sistema imunológico, como todas as demais, têm compartimentos de descarga em sua membrana para assimilar diversas substâncias, o que se descobriu foi que na membrana de cada um dos linfócitos (umas das células que formam o sistema imunológico) que defendem o corpo de bactérias, vírus, fungos e todas as enfermidades também têm receptores de neuropeptídeos.

Assim, é importante perceber o fato de que receptores de neuropeptídeos não estão apenas no cérebro; eles estão em todo o corpo. Isto é um exemplo de como um neuropeptídeo, que talvez corresponda a um estado de humor, pode integrar o que acontece no corpo.

O sistema imunológico reage de acordo com o pensamento, que por sua vez, ativam o cérebro a produzir substâncias específicas, os neuropeptídeos, em resposta a esses pensamentos; trata-se de um ‘diálogo emocional’. E a resposta do nosso organismo a qualquer injúria produzida por germes ou similares varia dependendo de que se fortaleça ou debilite nosso ‘lado emocional’ o que dará força ao sistema imunológico para nos defender e nos manter saudáveis.

“Tudo o que fazemos ou deixamos que nos façam tem conseqüências físicas. Portanto, ame a si mesmo e viva positivamente”.

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Compartilhe esse texto  que é de suma importância para quem tem doenças graves e dores crônicas.

Roberta dos Santos Cavenaghi

PALAVRA CHAVE: fisioterapia, emoção, mente , dor, neuropeptideo, bioenergética

Consulta: http://www.slideboom.com/