A importância da Fisioterapia Respiratória

É possível prevenir lesão como se vende por ai?
24 de fevereiro de 2021
A importância da Fisioterapia Respiratória

A importância da Fisioterapia Respiratória

O que ainda não te contaram sobre a COVID-19

Parte 1 – respiratório

Já te contaram que a COVID-19  é uma doença respiratória importante que pode te levar a ficar em uma UTI em um respirador mecânico e que pode matar, mas…

Mas vamos começar do início…

A questão é que ele é um vírus que entra principalmente pelo sistema respiratório, mas pelo que sabemos até o momento os principais transtornos são circulatórios, por isso quem já tem problemas cardíacos que é a bomba do sistema circulatório tem que tomar mais cuidado.

Mesmo em casos mais leves de quem pegou a doença, deve ser acompanhado de perto, fazendo exames periódicos, pois hoje já se sabe que o vírus causa lesões em muitos órgãos e sistemas precisando de cuidados.

Mas vamos dar alguns exemplos:

Bronquite pós infecciosa

Uma das sequelas que tem se apresentado em muitos pacientes pós-covid com casos leves e moderados é uma limitação da capacidade do pulmão de realizar as trocas gasosas de forma eficiente principalmente por uma inflamação que atinge a região, inflamação essa crônica com irritação da mucosa pulmonar que basicamente leva o ar para os pulmões. Isso em alguns casos mais severos pode gerar sintomas desconfortáveis e duradouros de falta de ar, chiado no peito e tosse continua com ou sem catarro.

Fibrose pulmonar

Nos casos mais graves, é possível que haja sequelas permanentes, como a fibrose pulmonar, uma doença crônica caracterizada pela formação de cicatrizes no tecido pulmonar. Essa cicatriz preenche o espaço desse tecido, que perde a elasticidade fazendo com que ele diminua a capacidade do pulmão trabalhar de forma eficiente. Com a redução da capacidade respiratória vem a falta de ar e o cansaço frequentes. A fibrose pode ser causada pela inflamação intensa e generalizada que o organismo provoca para tentar expulsar o vírus do corpo. Nesse caso, ela é consequência do processo de reparação natural do tecido danificado.

Mas também pode ser resultado do próprio tratamento, quando o paciente é intubado, por exemplo.

VILI

Um acometimento não muito frequente que pode acometer alguns pacientes é uma a chamada “VILI” que é um estresse pulmonar exagerado por causa principalmente da ventilação mecânica que é tão necessária para esses pacientes. O que acontece basicamente é um excesso de distensão dos tecidos pulmonares, ou pelo excesso de oxigênio oferecido pelos equipamentos que podem levar a lesões irreversíveis muito parecidas com as citadas acima em outros exemplos como a bronquite e a fibrose pulmonar.

Síndrome pós-UTI

Longe de ser exclusividade da covid-19, esse tipo de lesão caracteriza diversas síndromes respiratórias mais graves. A particularidade, nesse caso, é o fato de que o intervalo de internação dos pacientes infectados pelo novo coronavírus costuma ser maior, o que aumenta a probabilidade de ocorrência desse tipo de sequela.

O período prolongado no hospital também eleva as chances de outro problema que acomete aqueles afetados por infecções graves: a síndrome pós-UTI.

Os sintomas vão desde perda de força muscular, alterações da sensibilidade e da força motora por disfunção dos nervos até depressão, ansiedade, alterações cognitivas, prejuízo de memória e da capacidade de raciocínio.

No próximo post, vamos falar um pouco sobre os problemas circulatórios.

 

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